O Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube aprovou, na noite desta sexta-feira (16), o processo de impeachment do presidente Júlio Casares.
A reunião foi realizada em formato híbrido, com participação presencial e virtual, e contou com 188 votos favoráveis, número suficiente para a aprovação do afastamento.
Com a decisão, Casares foi imediatamente afastado do cargo de presidente do clube, passando a responder ao processo em instância final junto aos associados.

A votação ocorreu em meio a um cenário de forte crise política e institucional no Tricolor. Entre os pontos que motivaram o pedido de impeachment estão suspeitas envolvendo movimentações financeiras, com depósitos em espécie atribuídos ao dirigente, além de questionamentos sobre negociações de jogadores consideradas abaixo do valor de mercado e suposto uso irregular de camarotes do estádio Morumbis durante eventos e shows.
O episódio entra para a história do clube: Júlio Casares é o primeiro presidente do São Paulo a ter um processo de impeachment aprovado pelo Conselho Deliberativo.
Presidência interina
Com o afastamento, o vice-presidente Harry Massis Jr. assumiu interinamente a presidência do São Paulo Futebol Clube. Ele permanecerá no cargo até a realização da Assembleia Geral de sócios, que deverá ser convocada em até 30 dias pelo presidente do Conselho Deliberativo.
O que acontece agora
Na Assembleia, os associados do clube terão a palavra final sobre o caso. A votação definirá se o impeachment será confirmado ou rejeitado.
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Caso a maioria dos sócios aprove a destituição, Júlio Casares perderá definitivamente o cargo, e Harry Massis Jr. seguirá como presidente até o fim do mandato, em 2026, quando ocorrerão novas eleições.
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Se o impeachment for rejeitado, Casares poderá reassumir a presidência e concluir seu mandato à frente do clube.
Impacto para o São Paulo
A decisão representa um dos momentos mais delicados da história recente do São Paulo. A crise política gerou forte repercussão entre conselheiros, torcedores e no ambiente interno do clube.
A instabilidade administrativa pode refletir diretamente na gestão financeira, no planejamento esportivo e na condução da temporada, tornando a definição da Assembleia Geral um passo decisivo para o futuro institucional do Tricolor até o fim de 2026.

