A atriz Solange Couto, de 69 anos, participante do Big Brother Brasil 26, manifestou preocupação com os rumos sociais do país ao comentar episódios que, segundo ela, revelam uma mentalidade limitada presente em parte da juventude brasileira.
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A declaração foi feita durante uma conversa no confinamento e abordou situações em que adolescentes são desencorajadas a continuar os estudos e incentivadas a ter mais filhos como forma de manter o recebimento de benefícios sociais.
“Vi uma pessoa de poder no país, assim, nessa distância que a gente está daqui da porta, tá? Uma garota dizendo assim, Dona Fulana, eu passei para a quinta série, eu quero completar, não sei o quê, mas aqui na cidade não tem. E a pessoa virou e disse assim para a menina, a menina tinha 13 anos, 14 anos, você tem, eu não vou dizer o nome do benefício, mas você tem benefícios e é melhor você ter filhos do que estudar.” Veja....
Solange fez questão de ressaltar que sua crítica não é direcionada ao Bolsa Família, mas sim ao uso inadequado do programa por pessoas que acabam abrindo mão da construção de autonomia, independência e perspectivas de futuro.
A atriz relatou um episódio que presenciou pessoalmente, envolvendo uma jovem em idade escolar. De acordo com ela, a adolescente demonstrava vontade de seguir estudando, mas recebeu orientação contrária de uma pessoa influente da cidade. Solange enfatizou que acompanhou a situação de perto, sem relatos de terceiros. “Eu vi, ninguém me contou não, eu estava lá.”
Em sua avaliação, o impacto psicológico desse tipo de discurso sobre jovens nessa fase da vida é profundo. “É difícil quando um adolescente, um pré-adolescente ou um adolescente diz que quer estudar e escuta de uma pessoa mais velha. Isso daí… que é melhor que ela procriê por conta de benefício do que…”
A preocupação manifestada por Solange Couto encontra respaldo em debates amplos sobre educação, mobilidade social e políticas públicas. Incentivar jovens a permanecerem na escola é reconhecidamente um dos principais caminhos para a redução da desigualdade, o fortalecimento da cidadania e a construção de autonomia financeira no longo prazo. Quando o acesso à educação é desencorajado, especialmente em fases decisivas do desenvolvimento, o impacto tende a se refletir não apenas na trajetória individual, mas também no futuro social e econômico do país. Nesse contexto, a crítica da atriz não se volta contra programas de assistência social, mas alerta para a importância de que eles atuem como instrumentos de transição e inclusão, e não como fatores de estagnação.

