Na noite gelada e pulsante de Medellín, o São Paulo viveu uma daquelas histórias que só a Libertadores é capaz de escrever. Em campo, um Atlético Nacional impiedoso, empurrado por um estádio fervendo e por uma torcida que não parou um segundo. Do outro lado, um Tricolor acuado, mas com um gigante debaixo das traves: Rafael.
Foram 90 minutos de pura tensão. O time colombiano martelava, acertou duas vezes a trave e ainda teve dois pênaltis a seu favor. Logo aos 10 minutos, a arbitragem marcou a primeira penalidade para o Atlético Nacional. Cardona, na cobrança, bateu para fora, arrancando um suspiro de alívio dos tricolores. Aos 21, Cédric cruzou com perigo, mas a defesa afastou.
Na volta do intervalo, Luciano arriscou de longe aos 18 minutos, obrigando o goleiro Ospina a fazer boa defesa. Dois minutos depois, novo drama: mais um pênalti para os colombianos. O estádio em silêncio. Rafael, firme, encarou o cobrador, esperou o momento exato e voou para defender, como se carregasse no peito o peso da história são-paulina. Defesa de herói, de capitão sem braçadeira.
O placar de 0 a 0 pode parecer modesto, mas, diante do que foi o jogo, é para ser comemorado como vitória. Foi suor, foi raça, foi resistência. Foi sorte, sim, mas também foi coragem. Na Colômbia, o São Paulo mostrou que Libertadores se ganha com coração e com homens que sabem honrar a camisa.
Agora, a decisão será no MorumBIS, dia 19 de agosto, às 21h30, diante de mais de 60 mil vozes empurrando o time para as quartas de final. A vantagem? Nenhuma. Mas quem tem Rafael no gol, a torcida nas arquibancadas e a mística da camisa tricolor, já entra com meio caminho andado.
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Antes disso, o Tricolor encara o Sport, no próximo sábado (16), às 18h30, na Ilha do Retiro, pelo Brasileirão.
Ficha técnica
ATLÉTICO NACIONAL-COL 0 x 0 SÃO PAULO
Local: Atanasio Girardot, Medellín (COL)
Data: 12/08/2025 (terça-feira) — Horário: 21h30 (Brasília)
Atlético Nacional (ATN): Ospina; Román, Arias, Tesillo e Cándido; Campuzano, Zapata e Hinestroza; Cardona, Moreno (Bauzá 28/2) e Morelos. Técnico: Javier Gandolfi.
Cartões amarelos: Román (25/2) e Morelos (50/2).
São Paulo (SPFC): Rafael; Ferraresi, Alan Franco e Sabino; Cédric, Alisson (Rodriguinho 16/2), Marcos Antonio (Luan 45/2), Bobadilla (Pablo Maia 33/2) e Enzo; Luciano (Ferreira 33/2) e André Silva (Lucas 16/2). Técnico: Hernán Crespo.
Cartões amarelos: Ferraresi (34/1) e Alisson (1/2).
Arbitragem: Gustavo Tejera (URU)
Assistentes: Martin Soppi (URU) e Horacio Ferreiro (URU)
Quarto árbitro: Hernan Heras (URU)
VAR: Leodan Gonzalez (URU)
AVAR: Antonio Garcia (URU)
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