O cartunista americano Scott Adams, criador da tira Dilbert, morreu aos 68 anos, na terça-feira, 13 de janeiro, após enfrentar um câncer de próstata. Antes de falecer, o artista deixou uma carta de despedida na qual revelou ter se convertido ao Evangelho.
A morte foi comunicada por sua ex-esposa, Shally Miles, durante a live Real Coffee With Scott Adams, transmitida no YouTube — programa que Adams costumava apresentar. Na ocasião, ela leu uma mensagem final escrita pelo cartunista e dirigida aos fãs.
“Se você está lendo isso, as coisas não terminaram bem para mim. Tenho algumas coisas para dizer antes de ir. Meu corpo cedeu antes do meu cérebro”, escreveu Adams.
Na carta, ele mencionou amigos cristãos que, ao longo da vida, conversaram com ele sobre a fé. Apesar do ceticismo que sempre declarou, Adams afirmou ter compreendido que a questão da vida após a morte estava em jogo. “Eu aceito Jesus como meu Senhor e Salvador”, registrou no texto, datado de 1º de janeiro de 2026.
O cartunista também refletiu sobre sua busca por significado em diferentes fases da vida. “Na primeira parte dela, me dediquei a ser um bom marido e pai como forma de encontrar sentido. Funcionou, mas casamentos podem não durar para sempre, e o meu acabou”, escreveu. Em seguida, acrescentou: “Depois precisei de um novo significado, e me doei para o mundo. Daquele dia em diante, pensei em como eu poderia acrescentar à vida das pessoas”.

Scott Adams criou Dilbert em 1989, quando trabalhava na empresa telefônica Pacific Bell. A tira ganhou notoriedade ao satirizar o ambiente corporativo, retratando com humor ácido o cotidiano de um engenheiro em uma empresa de tecnologia e se tornando referência mundial sobre a cultura do trabalho nos escritórios.
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