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🎙️ Brigitte Bardot: o ícone que atravessou o cinema, a cultura e o ativismo

Publicada em: 30/12/2025 09:32 -

É com profunda tristeza que a Dreams FM registra o falecimento de Brigitte Bardot, aos 91 anos, ocorrido neste domingo, dia 28 de dezembro de 2025, conforme confirmado pela Brigitte Bardot Foundation. Bardot foi uma das mais emblemáticas estrelas do cinema francês, símbolo de uma era de revolução cultural nas décadas de 1950 e 1960

Brigitte Bardot é, sem exagero, uma das figuras mais icônicas do século XX. Atriz, cantora, símbolo cultural e ativista, ela marcou época não apenas pelo que fez nas telas, mas pelo impacto profundo que exerceu sobre o comportamento, a moda, a liberdade feminina e, mais tarde, sobre a defesa dos direitos dos animais.

Nascida em 28 de setembro de 1934, em Paris, Brigitte Anne-Marie Bardot surgiu no cinema francês ainda muito jovem. Nos anos 1950 e 1960, transformou-se em um fenômeno mundial, rompendo padrões e redefinindo a imagem da mulher no audiovisual. Sua explosão internacional veio com o filme “E Deus Criou a Mulher” (1956), dirigido por Roger Vadim, obra que a consagrou como símbolo de sensualidade e liberdade em uma época ainda marcada por fortes conservadorismos.

Ao longo da carreira, Bardot atuou em mais de 40 filmes, trabalhando com alguns dos maiores nomes do cinema europeu. Entre os destaques estão “O Desprezo” (1963), clássico dirigido por Jean-Luc Godard, e “Viva Maria!” (1965), que ajudou a consolidar sua imagem de estrela global. Paralelamente ao cinema, ela também teve uma carreira musical relevante, gravando canções populares que se tornaram sucesso na França e em outros países.

Mas Brigitte Bardot foi além das telas. Seu impacto cultural é incalculável. Ela ajudou a redefinir padrões de beleza e comportamento, popularizou o biquíni, lançou tendências de moda e eternizou o famoso penteado conhecido como “BB”. Mais do que estética, Bardot representou uma mulher independente, provocadora e dona de suas próprias escolhas — algo revolucionário para a época. Sua imagem influenciou a publicidade, a música, o cinema e segue sendo referência até hoje.

Em 1973, aos 39 anos, Bardot tomou uma decisão radical: abandonou definitivamente a carreira artística. Desde então, passou a se dedicar integralmente à defesa dos direitos dos animais. Criou a Fundação Brigitte Bardot, que atua ativamente contra maus-tratos, caça, touradas e o uso de peles. Esse ativismo se tornou o principal eixo de sua vida pública e é, até hoje, o motivo central de sua notoriedade contemporânea.

No entanto, sua trajetória também é marcada por controvérsias. Nas últimas décadas, Brigitte Bardot se envolveu em diversas polêmicas por declarações consideradas racistas e xenofóbicas, tendo sido condenada judicialmente na França em mais de uma ocasião por discursos de ódio. Essas posições impactaram fortemente sua imagem pública, especialmente fora do território francês, e tornaram sua figura ainda mais complexa e divisiva.

Apesar disso, o legado de Brigitte Bardot permanece inegável. Ela marcou profundamente a história do cinema, influenciou gerações de artistas e ajudou a moldar a cultura pop contemporânea. Bardot segue sendo um símbolo global — complexo, contraditório, intenso e impossível de ignorar.

Uma mulher que foi muito além do rótulo de estrela: Brigitte Bardot é, gostemos ou não, parte essencial da história cultural do mundo.

 

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